sábado, 21 de fevereiro de 2009
Ouvi ruídos de cascos pisando na grama, mas continuei deitada de bruços na esteira que havia estendido ao lado da barraca. Senti nitidamente o cheiro acre muito próximo. Virei-me devagar, abri os olhos. O cavalo erguia-se interminável á minha frente. Em cima dele havia uma espingarda apontada pra mim e atrás da espingarda um velhinho de chapéu de palha, que disse logo o seguinte "- Levante-se rápido e não olhe em meus olhos." Claro, eu levantei e com muito medo do que vinha pela frente, olhei para baixo, nem vi se aquele velho tinha olhos claros ou escuros... O velho apontou a espingarda em minha cabeça e disse que eu podia escolher minhas últimas palavras. Assustada e com muito medo, disse apenas que eu era inocente e que não estava entendendo aquela situação. O velho não pensou duas vezes, apertou o gatilho e "TAAAAAA". Ouvi o estalo da bala, imagino que ela estava entrando em meu cérebro, desmaie e quando me dei por consciente, em alguns segundos achei que estava no céu e ainda por cima vendo Deus... Até que um velhinho negro de olhos verdes me abraçou e pediu desculpas, realmente eu não entendi. Porque Deus me pediria desculpas? Então o velhinho continuou me pedindo desculpas, começou á chorar, senti que eram lágrimas de arrependimento, mas novamente me perguntei: "- O que Deus fez de tão grave comigo á ponto de estar arrependido?" Não entendendo aquela situação, o velho me fez jurar que o tinha perdoado, jurei até por Deus, estranho, Deus me fez jurar por ele mesmo... Ah, mas deixa isso pra lá, o que importa foi a parte que eu menos entendi, Deus me disse: "- Leve meu cavalo, meu chapéu de palha e no bolso tem cigarros." Deus fuma? E ainda por cima Deus está me pedindo para assaltá-lo? Confesso que foi estranho, mas ai eu percebi que o meu grande erro. Não estava no céu e sim em uma sala da delegacia e sabe aquela bala que eu havia sentido ultrapassar os limites do meu cérebro? Ela nunca existiu, era simplesmente uma espingardinha de água do filho daquele velho (que eu achava ser Deus, pobre imaginação), que juntando com a reação desconhecida de medo do meu cérebro, fez parecer que eu estava morta. O velho era ligeiramente louco, ainda por cima me fez prestar queixa de si mesmo, afirmando que havia roubado meu cavalo, meu chapéu de palha e ainda disse que foi uma pequena tentativa de homicídio, velho maluco. Nesse dia, estava cansada e fui para a casa dormir, no dia seguinte, me bate aporta bem cedo, um senhor bem vestido mais novo que o do dia anterior e disse que eu precisava assinar uns papéis, quando me dei conta, já estava com todos os bens do velho maluco em meu nome, e o velho maluco estava preso. Saudades desse dia, em que prendi um homem que se julgava culpado, conheci um falso Deus e pra completar, fiquei rica! | Obs: Este é um texto fictício, onde não existem os fatos e nem os personagens. Serve apenas como uma lição de vida, para uns é o aprendizado de que em alguns problemas, colocamos-os mais difíceis, embora sejam fáceis até demais para resolver. Para outros é a tradução de que ás vezes a sorte chega de onde menos esperamos!
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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
Documentos, fotos e textos por Anna Luíza HS. Tecnologia do Blogger.

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