segunda-feira, 11 de julho de 2011
Sabe aqueles dias que você acorda com um som estranho entrando no meio do seu sonho? É isso, o despertador tocou ás 6:30, eu não quis me levantar, olhei pro lado, e ainda estava meio escuro, uma onda fúnebre cobria meu quarto, e dormi novamente. Acordei assustada ás 9:00 horas, o quarto já estava claro, minha cama quentinha me chamava para dormir mais, lá fora os pássaros cantavam, era um dia azul, verde, rosa, lindo, maravilhoso. Até aqui. Acabou. O dia morreu novamente, a civilização me consumiu, o mundo ficou cinza e se virou contra o sol. Começaram a passar milhões de lembranças e pensamentos na minha cabeça, fiquei confusa, parei pra pensar, mas não consegui, a única coisa que conseguiu me deixar calma foi aquela xícara de chocolate bem quente que eu tomava enquanto via meu desenho predileto. A televisão também não me ajudava muito, durante as propagandas, eu tentava dormir, mas também não me concentrava o suficiente para isso. Então resolvi acabar com aquela melancolia e liguei o som no último volume, no início a intenção era apenas deixar o dia mais feliz, mas no final, foi quase uma mutilação. Nada estava bom, voltei a sala, o chocolate que já estava frio, havia criado uma barreira de si mesmo em cima do copo, algo que chamamos de nata, mas eu prefiro acreditar que seja uma barreira para esse mundo cruel.  Com isso eu fui tentando levar o dia, do mesmo jeito que o chocolate fez, eu fiz e criei uma barreira em mim para o mundo externo, passei o dia apenas com o meu eu interior e confesso que foi bom. Me conheci, aprendi coisas sobre mim que ninguém é capaz de perceber, e me descobri. Eu sei quem sou, sei meus sonhos, minhas vontade, desejos, sentidos, valores, minha moral, minha vida.
domingo, 10 de julho de 2011
Já faz algum tempo que eu estou querendo escrever sobre alguma coisa que faça sentido, há 2 meses eu tentei, mas não consegui escrever, meu coração estava muito fraco para aguentar palavras fortes, minha vida estava caída aos pedaços, meu mundo havia desabado, minha mente estava confusa, eu não tinha chão, o poço estava mais fundo que das outras vezes, e todas as vezes que eu tentei sair dele, algo me jogava mais pra baixo. Então eu fui caindo, caindo, caindo, caindo, caindo. Não aguentava mais cair, e não tinha fundo, não tinha chão. A vida inteira eu tratei os sentimentos, como pessoas, então agora não será diferente, contarei tudo se o coração me permitir, nos mínimos detalhes, mas para isso, preciso explicar uma coisa: Eu não acredito no tempo, na sorte, ou talvez no destino, eles são os mais falsos de todos, exatamente porque não são sentimentos, mas agem como tais. Eles nos enganam. Acredite, um dia eu também usei as frases clichês “O destino vai trazer você de volta” ou então “O tempo cura tudo”, é mentira, abra os olhos, e veja o que está bem ai, diante da ponta do seu nariz, me responda, o destino já trouxe alguém de volta? NÃO. E o tempo? Já curou alguma coisa? Não, pois é. Foram essas e mais perguntas que me fizeram perceber que o tempo e o destino não existem. Ah, é mesmo, já estava me esquecendo da sorte. Ela é tão insignificante que nem mesmo para falar mal, eu me lembro dela. A sorte é relativa, ás vezes penso que ela não existe, mas ás vezes acho que ela existe, pois se ela não existisse, não existiria o azar. O azar? Desse eu nem falo, parei de conversar com ele há muito tempo. Mas continuando no assunto da sorte, ela só lembra que você existe, quando você ganha algo, e aposto que você também só lembra dela nessas horas, ela é interesseira, não faz nada pra você, mas quando você consegue algo, ela pega os méritos. É isso ai, esses falsos sentimentos não existem. Não existem, acredite. O amor não é a coisa mais linda do mundo, ele é feio. Imagine aquela pessoa feia, suja e idiota que você conhece, então, é o amor. Agora imagine aquela pessoas mais feia ainda, e mais suja ainda, e sem caráter, que fede, pois é, esse é o ódio. E sabe qual é o melhor? O amor e o ódio são amigos. E o melhor disso tudo, a maioria das pessoas, se amam, e se odeiam. Fácil pensar dessa maneira, falando do lado ruim de cada um. Mas as coisas boas também existem, como a esperança, imortal, bondosa, amigável, sincera, ela não mente pra você e nem te ilude, mas quando ela chega ao fim, trás consigo a maior dor, aquela dor que samba com salto agulha bem em cima de suas desventuras. Já a sinceridade é pior, ela é direta e gosta de atingir seu ponto fraco, certo? Então, quer saber de uma coisa, viva, viva, viva, sem se preocupar com quaisquer sentimentos, pois eles não existem. Viva como se tudo fosse passar logo, como se ai dentro não existisse um coração, e sim uma caixinha de lembranças, onde os sentimentos só entram como coadjuvantes.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Florestas, um termo usado para falar de uma grande área de terra com outra grande variedade de animais e plantas. É a mesma floresta que exite há muitos anos, a mesma que foi observada antes e agora o homem, nada além do homem, está destruindo. Em 2011, está sendo comemorado o "Ano Internacional das Florestas", que aborda o tema com bastante clareza e importância, focando a preservação e a continuidade da mesma por tempo indeterminado. As florestas são de incomparável valor para a biodiversidade, com suas diferentes formas e tamanhos, suas cores e sons, são tipos distintos entre si, como o Cerrado e a Mata Atlântica, que em questão de tamanho, forma, cor e som não possuem semelhanças, porém em relação á vida, têm a mesma importância. A intenção da Assembléia Geral da ONU, ao declarar 2011 como o "Ano Internacional da Florestas" foi promover ações que incentivem a preservação e a gestão sustentável de todos os tipos de florestas do planeta, mas isso só será possível com a colaboração e a conscientização das pessoas; pois essas florestas de hoje, são as mesma florestas de ontem e serão as mesmas de amanhã, ou seja, não importa o tempo, nem o dia, são as florestas que vêm e que vão.
domingo, 1 de maio de 2011
Bom, hoje é domingo, 1 de maio de 2011, embora seja “O Dia dos Trabalhadores”, dia de descansar, dormir até tarde; depois de uma falha noite de sono, eu acordei 5:30 da manhã. Já não consegui dormir a noite, os pensamentos não deixaram, estava em um momento de crise interna ontem (interna sim, meu eu mais profundo estava em guerra com ele mesmo) e com isso não consegui dormir. Tudo começou na sexta feira, porque saiu o resultado do simulado que fiz na quarta e eu descobri que peguei recuperação em duas matérias, meu dia estava horrível (já começou ruim, quer dizer), e não só eu, como a sala inteira fui ruim no simulado, então todos nós, 25 alunos do Ensino Médio, sentamos para conversar e ver o que estava errado em nós. Depois dessa conversa, em que eu fiquei absolutamente calada, por achar que se eu falasse algo seria falsa moralista; fui para casa, refleti e resolvi que essa é a hora de descobrir o que está errado em mim. Eu parei, olhei para o meu próprio umbigo e descobri que já está passando da hora de eu mudar. Não consegui resolver muita coisa, pois o computador não deixou... Já no sábado, coloquei alguns pensamentos no lugar, embora ainda estejam bastante confusos, mas eu tentei arrumá-los e comecei por aqui, minha cabeça, será que não está passado da hora de eu parar de ser boba e tentar ser feliz? Ser feliz não dói, sorrir não machuca, amar não é pecado e sofrer não é errar, e se errar? A gente está aqui exatamente pra isso; errar e aprender com os erros. Até ai estava tudo muito bom, meu sábado estava reflexivo, mas quando a noite chegou, tudo mudou, literalmente baixou um espírito em mim e eu fiquei louca de repente, foi tudo muito estranho, briguei com TODAS as pessoas que estavam a minha volta. Passou, e por isso não consegui dormir, hoje eu acordei cedo, tomei banho, me arrumei e sai de casa ás 6:15 da manhã. Passei na casa das minhas amigas e fomos a um colégio de freiras (muito fofo, quero estudar lá *--*), então fomos lá, chegando nós tivemos um café da manhã e depois foi uma palestra onde o assunto principal foi “AS PESSOAS COM QUEM A GENTE BRIGA”, fiquei assustada, sério, e o dia inteiro foi assim, palestras e mais palestras e mais momentos de reflexão e no final assistimos uma missa, em fim, passei o dia inteiro com Deus, e ele me mostrou os caminhos certos da vida! E agora estou bem melhor, acho que estou vendo o mundo de uma forma diferente, meus problemas passaram a ser minúsculos diante da minha fé! Como diz o ditado: “Nunca diga para Deus que você tem um grande problema, diga sim, para o seu problema que você tem um grande Deus."
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Não sei nem como começar a escrever assim, talvez seja algo momentâneo e sem sentido algum para você, mas para mim é algo bastante importante. É como um desabafo mais sério, como uma intimação ao meu próprio futuro, como uma carta a mim mesma, como meus sentimentos transcritos em palavras vazias e mudas que me fazem chorar. Minha cabeça está a mil km/h nesse momento, me sinto vazia e sinceramente um pouco confusa; fico pensando na minha vida, em tudo que eu me tornei nos 16 anos em que eu estive aqui nesse mundo chamado Terra. Há algum tempo, dia 12 de Dezembro de 2010 (sendo mais precisa) estava lendo um livro muito bom chamado “A Cabana”, do autor “Willian P. Young” e cheguei finalmente ao capítulo 7, onde dizia “Oremos para que a raça humana jamais escape da Terra para espalhar sua iniquilidade em outros lugares. (C. S. Lewis)” E desde então, ás vezes me pego pensando nisso, em tudo que acontece no mundo e como EU PODERIA MUDAR, mas eu sou muito pequena diante de tamanha crueldade, não posso simplesmente ir contra as autoridades mais corruptas do planeta e mudar as leis, não consigo. Me vejo inútil de braços cruzados enquanto o futuro dos meus filhos e netos estão sendo jogados ao vento e levados a outra dimensão. O máximo que posso fazer é orar, rezar, pedir, clamar a Deus que tenha piedade e compaixão com essas almas perdidas que só querem o mal, que sofrem por dentro e consequentemente, fazem outras pessoas sofrerem tentando aliviar a própria dor. Não é fácil pensar com bastante clareza a respeito desse assunto, mas é necessário se ter consciência dele, ter a hombridade de reconhecer os erros da própria raça.
domingo, 9 de janeiro de 2011
"E então, uma estrada se bifurcou bem no meio da minha vida". Certa vez ouvi um sábio dizer isso, com medo no olhar, algumas lágrimas iam caindo de seus olhos como poços de tristeza; apreensivo ele me olhava, sabia que algo estava para acontecer, e não estava errado. Naquela tarde tudo parecia normal, até o momento em que eu morri. Não sabia que isso iria acontecer, mas ele sabia, e não fez nada para tentar impedir. Não o culpo por isso, mas ele tinha a escolha, ou salvava a mim, ou a sua própria filha; foi difícil e confesso que em seu lugar não hesitaria em escolher outra opção. E foi seguindo, não tinha mais jeito, ele me jogou. Eu sabia que ele não teria escolha, mas mesmo assim acreditei na minha fé, não queria morrer, não queria sair daqui, foi quando, de repente, eu parti. Sozinha e distante daquele sonho que acabara ali. Foi escuro e ao mesmo tempo pouco sombrio, mas nada daquela iniquilidade me afetou, e sorri. Não senti raiva, ou coisa parecida, mas sabia que a minha hora chegaria, me senti cada vez mais perto... E BUUUHM, acordei! Era diferente, pouco rosa, pouco azul, um céu violeta formava a aurora da minha vida (ou da minha morte, ainda não sei). Era diferente, foi seguro, me entrelacei aos braços da natureza e ali permaneci (por tempo indeterminado), vaguei. Aqui ainda estou, a natureza continua verde, ao longo desses 7 anos, eu ainda não vi ninguém ao meu redor, fiz amizades, com as árvores, os pássaros, e ás vezes recebo visitas, mas não posso tocá-las, e geralmente elas vêm em uma fita, uma projeção se abre na minha frente e eu vejo minha mãe, meu pai, e até mesmo aquele homem que me mandou pra cá, ambos estão rezando por mim, para que meu caminho seja iluminado, mal sabem eles, estou muito bem aqui. Obrigada, estou muito bem mesmo, mas continuo vagando, e vagarei até que alguém venha me buscar!
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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
Documentos, fotos e textos por Anna Luíza HS. Tecnologia do Blogger.

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