domingo, 10 de julho de 2011
Já faz algum tempo que eu estou querendo escrever sobre alguma coisa que faça sentido, há 2 meses eu tentei, mas não consegui escrever, meu coração estava muito fraco para aguentar palavras fortes, minha vida estava caída aos pedaços, meu mundo havia desabado, minha mente estava confusa, eu não tinha chão, o poço estava mais fundo que das outras vezes, e todas as vezes que eu tentei sair dele, algo me jogava mais pra baixo. Então eu fui caindo, caindo, caindo, caindo, caindo. Não aguentava mais cair, e não tinha fundo, não tinha chão. A vida inteira eu tratei os sentimentos, como pessoas, então agora não será diferente, contarei tudo se o coração me permitir, nos mínimos detalhes, mas para isso, preciso explicar uma coisa: Eu não acredito no tempo, na sorte, ou talvez no destino, eles são os mais falsos de todos, exatamente porque não são sentimentos, mas agem como tais. Eles nos enganam. Acredite, um dia eu também usei as frases clichês “O destino vai trazer você de volta” ou então “O tempo cura tudo”, é mentira, abra os olhos, e veja o que está bem ai, diante da ponta do seu nariz, me responda, o destino já trouxe alguém de volta? NÃO. E o tempo? Já curou alguma coisa? Não, pois é. Foram essas e mais perguntas que me fizeram perceber que o tempo e o destino não existem. Ah, é mesmo, já estava me esquecendo da sorte. Ela é tão insignificante que nem mesmo para falar mal, eu me lembro dela. A sorte é relativa, ás vezes penso que ela não existe, mas ás vezes acho que ela existe, pois se ela não existisse, não existiria o azar. O azar? Desse eu nem falo, parei de conversar com ele há muito tempo. Mas continuando no assunto da sorte, ela só lembra que você existe, quando você ganha algo, e aposto que você também só lembra dela nessas horas, ela é interesseira, não faz nada pra você, mas quando você consegue algo, ela pega os méritos. É isso ai, esses falsos sentimentos não existem. Não existem, acredite. O amor não é a coisa mais linda do mundo, ele é feio. Imagine aquela pessoa feia, suja e idiota que você conhece, então, é o amor. Agora imagine aquela pessoas mais feia ainda, e mais suja ainda, e sem caráter, que fede, pois é, esse é o ódio. E sabe qual é o melhor? O amor e o ódio são amigos. E o melhor disso tudo, a maioria das pessoas, se amam, e se odeiam. Fácil pensar dessa maneira, falando do lado ruim de cada um. Mas as coisas boas também existem, como a esperança, imortal, bondosa, amigável, sincera, ela não mente pra você e nem te ilude, mas quando ela chega ao fim, trás consigo a maior dor, aquela dor que samba com salto agulha bem em cima de suas desventuras. Já a sinceridade é pior, ela é direta e gosta de atingir seu ponto fraco, certo? Então, quer saber de uma coisa, viva, viva, viva, sem se preocupar com quaisquer sentimentos, pois eles não existem. Viva como se tudo fosse passar logo, como se ai dentro não existisse um coração, e sim uma caixinha de lembranças, onde os sentimentos só entram como coadjuvantes.

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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
Documentos, fotos e textos por Anna Luíza HS. Tecnologia do Blogger.

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