quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sabe, sempre pensei que todas as histórias começassem com momentos felizes, hoje sei que não é bem assim. Algumas histórias começam quando se tem raiva e a minha não difere muito disso... Tudo começou quando eu tinha apenas 3 anos, meu pai estava me levando pela primeira vez na escolinha, mal sabia eu que era exatamente ali que viveria os próximos 15 anos da minha vida. Foi rápido, passou... E agora estou aqui, com quase 18 anos (faltam exatamente 1 mês e 11 dias), no meu último ano naquele lugar onde fui deixada á 15 anos atrás. São 21:17 (tive que perguntar as horas para uma moça do meu lado, porque estou sem celular) e estou voltando pra casa dentro do ônibus. Preciso desabafar, foi um dia cansativo, porém cheguei à conclusão de que eu não preciso do que não me faz bem, sei que é algo óbvio e um tão quanto previsível, mas quando não se tem escolha, se torna uma tortura. É difícil pra alguém que conviveu a vida inteira no mesmo círculo dizer algo novo, mas cansei de ideologias fracassadas. De repente senti nostalgia de algo que nunca tive, senti falta de amigos, de alguém pra desabafar, pra conversar, pedir conselhos; daí lembrei-me que uma das coisas que aprendi ao longo dos meus 17 anos, é que “ninguém tem nada a ver com seus problemas, se você não sabe como resolvê-los, outra pessoa também não saberá”, ouvi isso outro dia em um dos canais da TV que passava enquanto eu procurava um filme ou algo do tipo. Dizem que a inspiração vem nos piores momentos, realmente, ela vem da dor. Se eu pudesse descia desse ônibus agora, e andava sem rumo até achar um motivo se quer para voltar pra casa, não vejo circunstâncias para isso, por enquanto meu foco é outro, ainda não posso pensar em fugir... Eu continuo igual, sempre querendo fugir dos problemas, fiz isso a vida inteira, e preciso parar um pouco, enfrentar, seguir em frente de cabeça erguida, com a consciência limpa. Falando assim até parece fácil, só eu sei o quanto dói “ser feliz do que ter razão”, outra coisa que aprendi, mas dessa vez, aos 11 anos com uma das amigas da minha mãe; essa frase traduz exatamente o sentido de tudo que está acontecendo, ou seja, eu deveria pedir desculpas sem ter razão, e vai valer a pena, apenas se isso me fizer bem... 
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Mais uma noite difícil, ontem não dormi, passei horas rolando na cama, pensando em como seria minha manhã, não consigo imaginar minha vida sem certas coisas. Embora minha vó sempre dizia: "O que não é oxigênio, você consegue viver sem", e desde pequena nunca concordei com essa frase, sempre usei a água para contrariar... Ah não, por falar em água, acabei me lembrando... Ele sempre me xingava por não beber água, e antes de dormir vinha com um copo pra mim, ou de manhã antes do café (que ele sempre buscava na Starbucks, e quente, com todo cuidado pra não esfriar no caminho até meu apartamento)... Enfim, essa manhã não tem café, e ainda estou deitada. Seu cheiro ainda está naquela camiseta branca esquecida á dias debaixo do travesseiro, foi o mais perto que consegui ir, depois que ele saiu dizendo que não voltaria mais, não sair daqui, continuei em choque e confesso que permaneço até agora, tirei o vestido de flores azuis (o que ele mais gosta) e joguei no chão, vesti a camiseta e dormi, ou melhor, tentei... Acordei depois de 20 minutos de sono, uma tortura, quase não sonhei, mas em questão de segundos, tive pequenos lances e relapsos de memórias com ele. Tentei me levantar, não consegui mover um dedo pra isso, apenas peguei o notebook que estava ao meu lado, sim, o notebook dormiu no lugar que foi dele durante 8 meses, e não é mais, graças ao meu ciume excessivo e possessivo. Escrever sobre meu término não é algo fácil, mas é o melhor a fazer no momento, pois não consigo expressar o que estou sentindo, nem se quer consigo chorar... Vou colocando aos poucos os pés no chão, primeiro o direito (sim, sou supersticiosa), e ando devagar até a cozinha, ainda tinha esperanças de encontrá-lo ali, me esperando com café em uma mão e uma rosa na outra, rosa vermelha, a que eu mais gosto, ele sabe disso; mas não, hoje não tem café, nem ele, nem rosa, nem abraços, e nem aquele beijo de tirar o fôlego que sempre vinha acompanhado de um "você acordou mais linda que sempre hoje". Isso dói, em tudo que eu olho, vejo o grande amor da minha vida, o mesmo que eu vi sair pela porta ontem a noite e não mexi um dedo pra impedir... O que eu sinto? É, vamos continuando a história,  ainda não sei o que está aqui dentro, a dor consegue tomar grande parte do meu coração, causando um aperto tão grande, que vou desfalecendo... Eu mesma fiz um café, não tão forte quanto aquele que vinha com mais amor que cafeína, exatamente porque, este não tinha amor, e sim, muita cafeína. Não estou forte, me debrucei na janela para ver o movimento da rua, é primavera, um tapete de flores cobre o asfalto, e me trás lembranças de um dia lindo como este, quando nos conhecemos, nesta mesma rua, e as primeiras palavras foram: "Você viu como a rua está linda?" "Sim, são as flores, e se eu pudesse daria todas á você!", e foi amor, paixão, e uma loucura, começou tão rápido e durou o suficiente pra me deixar inconsolável. Sai da janela, agora estou sentada no sofá, liguei a TV e estava passando nosso filme preferido, nós vimos no inverno, quando havia tanta neve na rua, que ficamos presos em casa; foi uma das melhores noites da minha vida, ele estava lindo com um jeans desbotado e camiseta branca (a mesma que estou usando agora)... Seu corpo me aquecia naquela noite fria, sua pele parecia um veludo me abraçando... E agora? Está quase anoitecendo, não parei de lembrar dele durante um segundo no dia, nossas fotos ainda estão na parede da sala, em cima do sofá ainda tem um urso de pelúcia escrito "Je t'aime" e meu coração, ainda o ama, e sempre vai amar. Mas agora eu deveria esperar, talvez ele volte, ou não... Alguém bate na porta, acho que é ele, com rosas vermelhas e pizza (estou com fome); não, com rosas vermelhas e comida chinesa (a nossa preferida); não, devem ser apenas rosas... Vou atender, antes que ele desista de dizer que me ama e vai embora... Espere... Pronto... Voltei... E sinto muito informar, não haviam rosas, nem pizza, nem comida chinesa... Havia ORGULHO, e muito, muito ferido, precisa ser cuidado, e quando o orgulho estiver bem, talvez ele volte, pra viver comigo, novamente, os melhores meses de nossas vidas...
sábado, 13 de outubro de 2012

Bom, depois de quase um ano sem escrever, aqui estou eu, com mais mil e um motivos pra desabafar. Assuntos: AMOR, DESILUSÃO, DESTINO. É, não é fácil, concorda? Pra quem ficou muito tempo sem dizer uma palavra a respeito, agora estou em quase um desafio. Mas vamos lá, não deve ser tão difícil assim expressar o que estou sentindo (lembrando que não é amor)... Por falar nele... O amor é uma coisa complicada, uns tem sorte, outros nem tem nada. Me identifico bastante com o grupo dos que não tem nada, não me encaixo nesse quadro de amar; o verbo, o sentido, tudo nele me causa dor, me causa angústia, me repugna. E não pense que eu falo isso porque nunca amei, SIM, EU AMEI MUITO. E é exatamente por isso que me sinto tão mal ao falar dele, eu já o senti. Já passei noites em claro pensando em alguém, já chorei durante uma semana inteira (sete dias e sete noites sem parar) e mesmo assim ainda não acredito nesse tal amor que todos sentem ao menos 5 vezes ao ano. Eu nunca senti isso, eu realmente já amei, e muito, mas apenas uma vez, na minha vida toda EU AMEI UMA VEZ. E quero deixar claro que já tive muitos namorados, já falei "eu te amo" na mesma frequência que "bom dia", mas as pessoas mudam, certo? Preciso ser sincera, não tenho mais a mesma paciência de antes, não consigo mentir apenas pra arrancar um sorriso de um rostinho bonito. NÃO PRECISO DISSO. Eu preciso de mim, preciso do meu amor próprio, da minha vida, da minha independência. Ás vezes acho que o destino tem uma listinha própria, e que desta listinha ele me excluiu, me deletou, me expulsou, me baniu. De tanto que eu já brinquei com a sorte, ela me esqueceu. Não, eu nunca fui nenhuma santa, nunca fui igual minhas amigas, enquanto elas são princesas, eu sou apenas EU; elas brincavam de boneca, eu brincava de "Chuck" (pra quem não sabe, esse é um boneco assassino fictício que marcou a infância de muita gente); elas falam sobre vestidos e sapatos, eu apenas escuto música; elas têm um namorado, eu só tenho decepções; elas querem casar aos 25, eu quero sair de casa aos 18; elas querem comodidade, eu quero liberdade. É por isso e milhões de coisas mais, que eu me sinto diferente. E é assim que crio minhas expectativas em relação ao mundo e ao amor, pra falar a verdade, o que estraga tudo, é a expectativa, pois com ela você vê o que não existe, você sente o que ainda não aconteceu. E se der errado, você sofre... Você sente dor, você quase não aguenta o aperto que tem no peito, e o coração parece que está prestes a sair pela boca e pular em suas mãos... Quando me perguntam o que eu penso sobre o amor, sabe o que eu respondo? NADA, eu simplesmente abaixo o olhar, e respiro fundo. Não é que eu não tenha nada a dizer, mas prefiro não comentar sobre o que não acredito...
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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
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