sábado, 23 de novembro de 2013
Dia desses me perguntaram se eu já tinha acordado de ressaca, pensei bem, e respondi de alto e bom tom: "CLARO, quem nunca bebeu além do que devia?", foi ai então que escutei um suspiro, daqueles que vem bem do fundo, acompanhado de uma lágrima. Mas poxa, pelos meus poucos conhecimentos dessa tal de ressaca, ela não te faz chorar, ou eu estou enganada? Sim, estava realmente enganada, não era dessa ressaca que me perguntaram, era uma pior, uma que te corrói por dentro, que te faz odiar a si mesmo... Cara, eu estava diante de um dos meus maiores conflitos internos, não sabia o que fazer, nem o que falar. Aquela era uma menina linda, decidida, mas tão machucada, tadinha. Pensei em dizer algo como "Não fica assim, vai passar..." o que não seria mentira, porque tudo realmente sempre passa; mas ela merecia mais, merecia mais que um simples abraço amigo, mais que uma simples ajuda; ela merecia saber a verdade, pois olhando do lado de fora, a situação fica completamente diferente. Daí começou meu discurso, que diria bastante singular: "Só há um jeito de você entender seus próprios pensamentos, e esse jeito é contá-los à alguém. Algumas pessoas preferem um psicólogo, mas não acho boa ideia se sujeitar à isso, é bem provável que seu estágio de "ressaca" evolua para "insanidade", que significa, no cru da palavra, falta de juízo. Sugiro algo mais particular, prefira as letras, as palavras, elas guardam seus sentimentos, elas sabem exatamente o que você quer dizer... Mas chega desse "blá, blá, blá", vamos ao que interessa... Aprendi a ler seus olhos sabia? - sorri baixinho - Nele ta escrito que essa manhã você acordou querendo sumir, desaparecer, e sem saber o que fazer, estou errada? Essa é a chamada RESSACA MORAL, ela toma todos os seus pensamentos e te transforma na pessoa mais errada do mundo, além de julgar e condenar todos os seus atos da noite anterior. Mas calma garota, você não está tão errada assim, talvez só tenha sido inocente demais. Não tem um porque dessa tal ressaca, na verdade não diria que foi algo "moral" e sim, uma decepção. Ás vezes as pessoas nos decepcionam, mas você tem que aprender á lidar com isso; eu sinto te informar, mas não vai parar de acontecer. Olha pra frente, levanta essa cabeça, que o mundo ta ai fora, enorme, te esperando, esperando uma chance de te fazer feliz. Nem tudo são flores, você sabe muito bem, mas os caminhos mais difíceis, levam às maiores conquistas."
domingo, 28 de julho de 2013
Se todos nós pudéssemos imaginar o que ia acontecer no futuro, talvez não faríamos planos. Talvez não criássemos expectativas, talvez fosse diferente. Ou talvez não, talvez faríamos a mesma coisa, cometêssemos o mesmo erro, pelo simples fato clichê de que “errar é humano”. Não sei se mudaria algo em relação á nós, o tempo que passei ao seu lado, simplesmente foi um dos meus melhores desse ano, e olha que o ano ainda nem acabou. Ah 2013, como você me surpreendeu... Ou eu te surpreendi. Me apaixonei, me apeguei, fiz planos eternos e no fim, estraguei tudo. Parabéns pra mim, pra nós. Que nem sempre podemos superar as expectativas dos outros. Sinto muito, sei que não posso fazer nada a respeito disso, mas ás vezes é preciso uma retrospectiva do passado (não tão passado assim), para se ter certeza de que não cometerá os mesmos erros. Primeiramente gostaria de agradecer-lhe 2013, por me dar oportunidade de encontrar uma pessoa que 2012 não me deixou, e por me deixar apaixonar por alguém perfeito, e eu sabia, de alguma forma, que era perfeito pra mim. E meus planos eram tão certos, dizer o tanto que eu o amava... Mas fiz questão de estragar tudo antes, como sempre estrago, e o perdi pra sempre. E hoje, sinceramente, gostaria de voltar no tempo, e nunca ter feito o que eu fiz, mas simplesmente aconteceu. E mais uma vez, tenho que aceitar calada, não há o que fazer. Cada um tem sua própria opinião e seu próprio tempo, e você não pode mudar isso, e mesmo se pudesse, não deveria. Não sei se com todas as pessoas acontece isso, mas pelo menos comigo sim, quando cometo um erro, não consigo me perdoar por ele, sinto que se fiz alguém sofrer, mereço sofrer o dobro. É um tipo de mutilação por dentro, parece loucura, eu sei. Mas eu sou assim, e durante minhas sessões de “não quero ser feliz nunca mais”, o que ocorreu há uns dias, algo caiu do céu bem na minha frente, estava escrito MAKTUB, uma palavra árabe, que quer dizer “tinha que acontecer” ou “escrito nas estrelas”, fiquei pensando o que o destino quis me dizer com isso... Pode ter várias interpretações diferentes na nossa vida, mas no atual contexto, diria que o que sinto por você estava escrito nas estrelas, e sim, tinha que acontecer... Mas só isso, por mais que eu sinta sua falta ou queira você de volta na minha vida, isso jamais vai acontecer. Porque nós não podemos mudar o passado, e o que aconteceu, tinha que acontecer e de nada vai adiantar lamentar. Poxa, sei que nunca te disse isso, mas eu te amo. Porém não é fácil admitir que te amo sozinha. Os planos que nós fizemos, na verdade, só eu fiz. Sei que não quer mais nem ouvir falar de mim, mas se eu tivesse a oportunidade de dizer algo olhando nos seus olhos, diria que TE AMO, não quero me arrepender de algo que não fiz. Mas também queria te perguntar quais eram seus planos... Você não tinha planos né? Já imaginava... É difícil quando se ama sozinha, mas uma hora a gente aprende. O erro foi meu, de ter criado tanta expectativa onde não havia nada. Só tinha coisas no meu pensamento, na minha cabecinha romântica de menina apaixonada que só queria ser correspondida, mas nem tudo sai como o planejado. Ai planos, vocês me confundem... Mas ás vezes se vocês não existissem, as coisas seriam mais fáceis. Talvez eu nunca o teria amado, ou talvez jamais o conhecido. Também não iria sofrer por perde-lo... Mas aconteceu, e não me arrependo... Porém, são só pensamentos, e eles apenas me pertencem. Eu nunca te perdi, e por isso não tenho o direito de chorar, nem gritar, nem ficar chateada, muito menos bater o pé... Não faz sentido fazer esse barulho todo, não adianta. Se quer ir, vá. Seja feliz, te amo e é isso que importa, desculpas por te envolver em todos os meus planos românticos, eu sou assim, uma boba. Mas pode ir, você nunca me pertenceu mesmo...
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Se você abriu essa página e começou a ler, eu sugiro que não pare, pois vou fazer uma revelação! Nada muito sério, mas vai ser a coisa mais sincera que já disse ou que já fiz... E olha, o que eu mais faço é me enganar... Eu não sou essa pessoa que mostro ser em minhas fotos, em nos meus finais de semana, nas minhas brincadeiras, não, eu sou bem diferente. E esse texto não é mais um texto de amor não correspondido, e nem um drama básico que escrevo chorando, e nem uma indireta... Não, é exatamente o contrário. É a realidade, o que existe por trás da farsa de uma vida “perfeita” de baladas, festas, diversão, bebida e paixão (calma, paixão não é amor)... Por trás disso, existe um alguém que não conhece o amor, e nem sabe amar. Embora não pareça, eu sou romântica, carinhosa, e também clichê... Sou do tipo de pessoa que ás vezes é menina e ás vezes é mulher, na maioria das vezes, menina, eu gosto de ser cuidada, gosto de cafunés, de abraços longos, de beijos com sorrisos, de colo, de chorar baixinho no meio da noite, ás vezes acho que sou um pouco carente! Ou talvez não, talvez eu só tenha uma imaginação muito criativa, ou talvez eu apenas esteja sonhando alto... Mas eu vivo no mundo da lua, num conto de fadas, assisto mais comédias românticas do que coloco minha própria vida em prática, ás vezes acordo e durmo novamente só pra continuar sonhando... E isso me confunde, ás vezes acho que vivo em uma bolha e que tudo gira à minha volta, ás vezes encaro a realidade como ela é (assim, sendo mulher) e ás vezes coloco minha armadura e vou lutar contra os monstros dos meus sentimentos e tentar salvar o mundo, momentos de criança... Mas me escondo, escondo meus sentimentos num tipo de “bloqueio sentimental” ou sei lá o que dizer disso, enfim, vamos parar de falar do meu jeito... A REVELAÇÃO, quase me esqueço... Eu procurava um príncipe, e achei, ele veio num cavalo branco, me levou pra passear no parque, tomar sorvete, me fez rir, me fez carinhos até eu cair no sono... Então eu dormi ao lado dele, e... “Oh oh oh oh oh oh Oh oh oh oh oh oh You'll find us chasing the sun”… O despertador toca, é hora de acordar… Mas não! Só mais 5 minutinhos? Por favor? Preciso voltar a sonhar, e voltar pros braços do amor da minha vida. Porque pelo menos nos meus sonhos, ele também me ama...
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Sabe quando sua vida inteira passa diante dos seus olhos durante um segundo? E exatamente nesse segundo você sabe do que se arrepender, o do que deve se orgulhar? Já deve saber que não me orgulho de estar escrevendo isso, tentei te ligar, mas provavelmente deve estar ocupado com sua vida não tão confusa quanto a minha. Mais tarde verá minhas ligações não atendidas e vai me retornar (pelo menos eu espero), e então vou te mandar esse texto. Já lhe disse uma vez, sou melhor com as palavras do que com meus argumentos, á final, o futuro advogado aqui é você! Enfim, parece que o universo conspira a nosso favor, porque todas as vezes que tento lhe falar isso, acontece alguma coisa e eu prefiro adiar, pro seu próprio bem, acredite. Mas dessa vez, não posso mais conviver com a dúvida e acho que lhe devo uma resposta. Antes de viajar você me perguntou qual era a porcentagem do meu sentimento por você, e ta ai sua resposta, é 100%. Porém esqueceu de me dizer, de qual sentimento estava se referindo... Além dessa resposta, também estava te devendo um texto. E embora não pareça, ou eu faço parecer, não sei. Eu não me esqueço das coisas que me pede, na verdade, não me esqueço nunca de você. E lembro que você pediu para que eu escrevesse um texto para você, mas não sobre você, mas sobre o que eu sinto. E é exatamente isso que vou fazer, escrever um texto sobre esse sentimento que tenho por você, esses 100% devem ser explicados... Primeiramente, nunca quis te falar isso, tenho medo de te magoar, porque nossa história é longa, são anos que não vão ser apagados, nem que eu ou você queiramos... E o que eu sinto, é amizade, confesso que já fui apaixonada, e completamente apaixonada por você, mas depois de tudo, depois desses 6 anos, se levarmos em consideração o tempo que nos conhecemos, e se fossemos contar a partir do nosso primeiro beijo, seriam 5 anos, 8 meses e 12 dias... Sim, eu me lembro como se fosse ontem daquele dia na escada, ou melhor, debaixo dela. Continuando, pelo tempo que te conheço, eu nunca quis me abrir com você, pelo medo que eu sinto de te perder, a necessidade de te ter sempre por perto é muito grande, porque você foi e ainda é uma das pessoas mais importantes da minha vida, pelas inúmeras provas de lealdade que já me deu, mesmo sem perceber, mas eu me importo muito com os detalhes... E o fato de você ter sido sincero comigo todos esses anos, foi a maior de todas as provas. Estaria pedindo demais, se dissesse que não quero que fique chateado comigo. Sei que vai ficar, te conheço, mas não quero mentir pra você, quero do meu lado apenas pessoas verdadeiras, porém não estaria sendo verdadeira se continuasse escondendo algumas coisas. Quando nos conhec... (E você acabou de me ligar, mudança de planos... Mas ainda sim, vou te mandar esse texto assim que estiver em casa.) Bom, quando nos conhecemos, eu me apaixonei por você, ou você me conquistou, muito esperto da sua parte se aproximar “novinha” mais cobiçada da escola (como as coisas mudam né?), mas nunca liguei pra isso, e só queria ser amada (a minha vida inteira, eu só quis ser amada), e já que você estava ali, tão disposto a isso, resolvi que seria você, exatamente você quem me faria feliz pro resto da minha vida! (Tão ingênua eu, se pudesse imaginar tudo que iria acontecer comigo depois disso, talvez nunca acreditasse que um dia eu pudesse ser feliz.) Foi quando houve aquela briga em que quase fomos expulsos da escola, e por minha causa, por causa da minha insegurança e do meu amor “platônico” por você, me desculpe mais uma vez, mas pode ter a certeza de que naquele dia, eu sofri muito mais que qualquer pessoa no mundo que estivesse na nossa situação, porque eu nunca vou esquecer do momento em que eu te pedi desculpas na frente de todo mundo e você disse “NÃO”... Sofri sim, mas não porque estava arrependida do que fiz, mas porque sabia que depois daquele dia eu ia te perder pra sempre, e eu te amava. Mas ai, veio minha primeira decepção (eu confio em você, mas isso não quer dizer que nunca tenha me decepcionado), a maior de todas as decepções, eu não ia te perder, exatamente porque eu nunca te tive. Você não gostava de mim da mesma forma que eu gostava de você, e isso me fez sofrer, só que eu tenho um pequeno bloqueio em relação ao sofrimento, não consigo esquecê-lo, embora eu sempre perdoe, e isso fez meu sentimento ir diminuindo, em ralação a você e á nós... E depois do dia 30 de Abril de 2010, eu percebi que o que eu sentia por você, era apenas amizade e um medo enorme de te ver longe de mim. Porque ainda sim, EU TE AMO, mas te amo por todo o carinho que já tive com você, por todo o sentimento que hoje não é mais o mesmo, te amo como amigo, e esses 100% é de amizade. É algo que não tem explicação, ou até tem, se não eu não estaria aqui escrevendo isso pra você. Mas espero que confie em mim, que eu nunca quis te iludir ou te dar falsas esperanças, eu simplesmente escondi isso de você durante 3 anos, por medo de te perder... E agora estou falando isso, mas não perdi esse medo não, eu só estou tendo certeza de que não vou te perder assim, de alguma forma, algum dia você vai me entender. E nesse dia, eu quero que me procure, porque você sabe, eu também nunca esqueci da nossa música “[...] Te tenho com a certeza de que você pode ir, te amo com a certeza de que irá voltar! [...]
domingo, 23 de junho de 2013
O que é medo? Uma sentimento horrível que te faz tremer todas as vezes que for preciso arriscar. Ás vezes o medo é um tipo de trauma, ou ás vezes ele é apenas o medo, o medo de tentar... Faz tempo que tô querendo escrever o que sinto, mas ultimamente está sendo cada vez mais difícil, são tantas coisas que me fazem lembrar o tanto que eu já sofri, que eu me calo. Nem ouço, nem penso, nem falo, procuro me concentrar em outra coisa, outro lado. Mas não é bem assim, ás vezes é apenas o medo que veio me fazer companhia enquanto roubava toda a minha coragem. Tô morrendo de medo pra ser sincera, mas vou falar e quer saber? Se não der certo, pelo menos eu tentei... - "Poxa, isso é loucura, como pode uma pessoa sentir tanto medo?" - Eu sempre dizia a mim mesma quando esses turbilhões de pensamentos vinham a tona. O medo é um tipo de bloqueio, um bloqueio dos sentimentos, na verdade, o medo te torna uma pessoa estranha, e aos poucos, tudo vai perdendo a graça quando está com medo. Sabe, ta tudo destruído... Não por fora, por fora ta tudo lindo e perfeito, mandando a imagem mais convincente da situação, mas por dentro? Poxa, a bagunça comanda; o medo comanda. O medo é a companhia mais sombria que pode existir pra você mesma, o medo é o que te faz fracassar. O que se tem a fazer? É ter foco, não alimente seus medos, eles precisam de força pra viver. Então não o crie como se fosse de estimação, o abandone, mande-o embora. Só assim, você vai conseguir retomar as rédeas da sua vida, pois enquanto alimentar o medo dentro de você, ele sugará toda sua energia vital. 
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Olá meu caro, não quero parecer rude, muito menos fofa, quero apenas ser sincera e direta em relação á nós, ao nosso curto e doído relacionamento, até de certa forma lamentável... Sinto muito! E não venha me dizer: "- Não precisava ser dessa forma." Sim, eu sei que não precisava, mas eu quis, e agora o que eu quero é prioridade na minha vida, então sugiro que você sente-se e leia com atenção o que venho lhe dizer. E se parar por aqui, sugiro desde já que você vá tomar precisamente no seu orifício anal. Enfim, desculpe-me o eufemismo, pois diga-se de passagem, em uma carta que desejo parecer séria, uma figura de linguagem é necessária. Justificando o título, você foi um cafajeste comigo, daqueles de filmes americanos em que a mocinha acredita no mocinho e ele acaba ficando com a melhor amiga da mocinha, enfim, é do mesmo gênero, porém o contexto foi diferente. Não acha cafajeste da sua parte fazer com que uma menina se apaixone por você, sem ter a intenção de correspondê-la? Ou então para provar pra algum amigo que conseguia tomar o lugar dele no coração dela? Isso é ridículo. Me sinto ridícula de ter acreditado, me sinto ridícula de ter me apaixonado, e mais ridícula ainda de achar que eu e você ainda poderíamos (algum dia) ter algo mais sério. Uma vez chorei por você, chorei pois não sabia porque eu sentia algo tão forte por alguém que não sentia o mesmo por mim, chorei pra valer, de soluçar e beber água com açúcar... E não foi só uma vez não! Até que me disseram: "- Se ta te fazendo mal agora, depois não vai poder fazer bem." Na hora isso me deixou meio confusa e pensativa, mas depois não me importei, continuei na nossa rotina de "você finge que se importa e eu finjo que acredito", isso certamente foi imbecil da minha parte, e ainda mais da sua, idiota, ridículo. Fui idiota quando liguei pra ouvir sua voz, quando postei músicas românticas que me lembravam você, quando te encontrei e te beijei pela primeira vez, quando te apresentei meus amigos, quando conheci os seus, quando me preocupei com a sua gripe, quando te liguei muitas vezes até cair na caixa postal, quando sonhei com nossos encontros, quando passei noites sem dormir pensando em você, e fui idiota também, todas as vezes que abri a boca para dizer "Eu te amo" e não disse (graças á Deus)... E mais uma coisa, eu não me arrependi de ter sido uma idiota, pois sinceramente, "o amor nos deixa idiota", eu apenas arrependi de ter sido idiota COM VOCÊ, pois da próxima vez, quero ser idiota com todas as minhas manias fofas, românticas e ridículas (no seu ver) com alguém que pelo menos, valha a pena ser. Beijo e não me liga!
sexta-feira, 22 de março de 2013
00:00, sábado, dia 23 de Março de 2013. E você já deve sabe que esse número me persegue, pois é, passei praticamente a vida inteira fugindo dele, mas houve uma época em que eu cedi á esses encantos sedutores do número 23. E confesso que foi a época em que mais me entendi e mais entendi o auto-controle. E por falar em auto-controle estou tendo alguns probleminhas comigo mesma, semana passada, não dormi direito, consegui passar um final de semana inteiro sem "pregar os olhos" e não foi a primeira vez, e pra ser sincera, lutei comigo mesma durante intermináveis 62 horas. E brigar com você mesma dói sabia? É, machuca bastante, pois independente de qual lado vai perder, você SEMPRE vai se machucar, é a chamada "crise existencial". Você questiona sua existência a todo segundo que passa existindo, o que não é muito aceitável, e com uma psicóloga em casa eu corria sérios riscos de ser internada como louca, mas quer saber, NÃO É LOUCURA, é apenas seu eu mais profundo tentando se manifestar... Não ta entendendo né? Tudo bem, eu explico mais detalhado, embora minha explicações sejam apenas singulares. Há dois anos atrás eu matei alguém, era uma menina de 16 anos, linda, meiga, fofa, carinhosa, inteligente, amável; mas também tinha seus defeitos, e um deles foi o que me motivou a matá-la, ela era insegura; e isso me matava aos poucos, ela sofria com essa insegurança e vê-la sofrendo acabava comigo, então a matei. FRIAMENTE EU A MATEI, não aguentava ver uma menina tão doce sofrendo tanto, e me livrei de tudo que pertencia a ela, de todas as lembranças e sentimentos. E você deve estar se perguntando o que toda essa introdução tem a ver com a história, enfim, 23 era o número preferido dela, e todos esses meses, em todos os dias 23 ela volta, me assombra, e me faz sofrer por tê-la matado. Um dos sentimentos que fiz questão de me livrar, foi o amor, que no caso era o preferido dela, e não me permitir senti-lo. Até que me apaixonei, dia 23 de Fevereiro de 2013 eu me apaixonei, e desde então venho tendo essa crise existencial ridícula com "meu outro eu", que acreditava ter matado á dois anos atrás. Mas na medida que o tempo foi passando, eu fui sofrendo mais e mais, e descobri que estava sozinha, tinha matado a única parte que me entendia. Passei inúmeros dias tentando me entender, até que essa linda menina me perdoou, e voltou a viver em mim, me ensinando muitas coisas que eu não lembrava mais. Me ensinou como é importante não ser egoísta, e como é fundamental se permitir sentir. E é isso, hoje, dia 23, eu prometo que vou me permitir sentir, vai ser diferente, pois quanto mais eu lutei pra não sentir, mais isso me machucou. E não quero mais me machucar, nem machucar ninguém, prometo ser sincera, começando por uma pessoa que me ajudou bastante a descobrir que sou eu de verdade... Porque você pode procurar pelo amor o mundo inteiro e nunca vai achá-lo, ele está dentro de você, só tem que saber onde o escondeu. E embora eu sempre achei o contrário, mas o amor é um dom, e você já nasce com ele, só tem que saber usá-lo. Dizem que ficamos vulneráveis quando amamos, e eu nunca acreditei nisso, até agora.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Bom dia, sei que essa não é uma forma correta de se começar um texto, mas confesso que estou aqui á exatamente 20 minutos e ainda não encontrei uma bonita introdução. Acordei de uma forma diferente, acordei com um certo ciúme (algo que eu repugnava nos últimos meses), e pensando bem, é uma coisa boa, enquanto suficiente, é bom; nada repugnante, acredite. Sonhei que estava com ele (sim, vou chama-lo de "ele"), e acordei sentindo o que não sinto mais, ou pelo menos achava que não sentia, ele despertou, ao mesmo tempo, um certo amor e uma parte de conformidade em mim. Conformidade de mim, e você não sermos mais nenhum "nós", voltei ao passado, e sinceramente, existem algumas coisas que gostaria de dizer-lhe, embora pessoalmente não funcione, pois você me rouba os sentidos apenas de estar próximo á mim... Enfim, primeiramente seria hipócrita da minha parte dizer que não te amo mais, não existe isso de "NÃO AMAR MAIS", ou você ama, ou nunca amou. E sinto dizer-lhe, eu nunca te amei, de verdade não, porém houve certos desacertos, durante o tempo que ficamos juntos, não passei nem um dia se quer sem dizer que te amo, e se fizermos as contas, apenas em um mês já são 31 "Eu te amo" ao longo dos nove meses foram 275 "Eu te amo" ditos, sem contar nas repetições, quando não eram 2, 3, 4 ou 5 por dia, ou quando não brincávamos de repetir "Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo!", jogando por baixo, vamos supor que essas palavras foram pronunciadas 300 vezes ao longo do tempo que estivemos juntos. Cheguei á conclusão de que sim, "Eu te amei", e não é que eu não te amo mais, só que eu te amei ali, naquele tempo, naqueles meses, eu amei nossos momentos, amei nossas conversas, amei aquelas brincadeiras, amei cuidar de você quando ficou doente (e não foram poucas vezes), amei dormir ao seu lado quando você queria ver filmes de guerra (e eu fingia que gostava pra te ver feliz, mas nunca gostei), amei quando cronometramos o tempo do nosso beijo sem respirar, amei conhecer sua família, amei ir ao cinema assistir o filme que só você gostava, e não me arrependo de nada, mas repito, EU TE AMEI, e pra cada "Eu te amo" foi um momento que jamais eu vou esquecer, e só. Passou, e com esses momentos, deixei você, quando o "nós" acabou e voltamos a ser apenas "eu e você", cada um no seu canto, na sua vida, exatamente como deveria estar até hoje, sinto muito. E sinto muito também por não existir possibilidade alguma de existir um novo "nós"... Pois a culpa do término do nosso namoro não é minha, nem sua. É nossa. É da nossa sintonia, que não é a das melhores. Você vai continuar sendo você, e eu vou continuar sendo eu, não existe mudar, e por mais que eu diga que eu mudei, não eu não mudei, eu só me tornei fria, pela dor que nosso relacionamento me causou. Mudar eu nunca vou mudar, vou continuar gostando de comédias românticas enquanto você é o oposto. E enquanto não houver um acordo, nós não daremos certo. Os dois devem ceder, e ao invés de criar obstáculos, devemos ser felizes. Embora não juntos, mas cada um na sua vida, pois nossa convivência só me fez perceber que um casal deve ser diferente, como se diz na 2ª Lei de Newton, "Os opostos se atraem". Porém os opostos devem ceder ás vontades do outro, para não se tornar chato, e para não deixar o amor acabar, ou até mesmo, para não deixar o amor nunca ter existido...
terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Hoje senti uma eterna dificuldade de me aceitar, ou de aceitar meus princípios, minhas chances, minhas opiniões... Ás vezes me sinto como se não pertencesse a esse lugar, como se minhas origens estivessem longe, como se eu tivesse que voltar. Mas diga-me, voltar pra onde? Ás vezes acho que preciso voltar pra um lugar que não sei onde fica, mas já estive, sinto uma forte saudade dele e uma vontade enorme de estar la, mas não sei onde é. Só sei de uma coisa, a ultima vez que estive la esqueci algo, deixei pra trás por querer, nada acidental, eu simplesmente enterrei algo que não queria ver mais, deixei uma caixa e dentro dela alguns pertences, algumas formas de mim... Uma carta, uma caneta, uma revista, um beijo de batom naquele papel com perfume, um esmalte, uma pedrinha rosa cuja moradia era um colar épico que não tirava do pescoço, o papel do bombom que ganhei com um beijo, um brinco e muitas outras coisas concretas e especiais. Sim, eram especiais, mas delas não sinto falta, pois fazem parte do passado. E passado nós devemos mesmo deixar pra trás, pra dar espaços ao viver o presente... Enfim, sinto falta do abstrato, da essência, dos sentimentos que enterrei junto com a caixa, inúmeros pensamentos, e algumas palavras, algumas lágrimas, um suspiro e talvez um "Eu te amo". E porque eu sinto falta disso? É o que me pergunto a todo momento, vejo que as coisas se tornaram mais difíceis depois que perdi tais bens preciosos. E sinto como se devesse voltar, pegá-los de volta; mas não sei onde, nem como, nem o caminho e nem em que momento do destino os abandonei... Ou então sinto que devo começar de novo, não de onde parei, mas começar tudo novamente, não dar continuidade, mas começar... Qualquer um merece uma segunda chance, e porque não dar uma aos meus sentimentos? Deveria deixá-los guiar-me, mas há um obstáculo, o medo, e ele me persegue. São vícios que eu não me curo, fugir do medo, correr atrás da sorte, procurar felicidade e pedir por ela, seguir instintos, descobrir verdades, perguntar sem querer saber, ser insensível, fria, mas carente. E estar á procura do desconhecido, ser fascinada por ele...
domingo, 20 de janeiro de 2013
Eu preciso escrever, ás vezes sinto falta do que eu sempre fui, e tenho vontade de me matar, ou pelo menos matar o que eu me tornei de uns tempos pra cá, eu tento voltar sabe, mas dói. É como se existissem duas vidas, a vida que eu tinha antes de sofrer (diga-se de passagem que foi a pior dor da minha existência) e a vida que eu tenho agora, tentando cobrir os rastros que esse sofrimento deixou. Há alguns anos, quando eu ainda vivia a minha primeira vida, li um livro (confesso que só algumas páginas) e parei na parte que dizia "Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida, ouvi um sábio dizer. Peguei a estrada menos usada, e isso fez toda a diferença cada noite e cada dia". Ontem voltei a lê-lo e percebi que agora ele faz mais sentido que antes, percebi que eu deveria mesmo ter parado naquela parte, foi uma das coisas mais certas que eu fiz na minha vida. Ás vezes se eu continuasse lendo-o, ele seria só mais um livro que eu li e não gostei; mas não. Com ele estou aprendendo a sentir falta das coisas, ou até mesmo saudades, ele me faz voltar a sentir, pelo menos... Sinto saudades da minha inocência, a que perdi quando escolhi o caminho errado da bifurcação; deixei mais coisas pra trás, uma delas foi a coragem, ou até mesmo a força de vontade, o carisma, a beleza (em partes) e deixei também uma criança, que eu tanto amo, uma parte perfeita de mim. SIM, crianças são perfeitas, e todos devem ter uma parte infantil dentro de si, faz bem... Dizem que o caminho mais curto e mais fácil é sempre o pior, e quando dizem, pode acreditar, não estão errados... Nele encontrei algo que não consigo ignorar, muito menos abandonar ou viver sem, se tornou meu oxigênio. Embora meu eu mais profundo acredite que é apenas um pretexto pra me esconder da dor, e fugir de alguns passados... Evito dizer-lhe o nome, porém uso como se não houvesse outro, é a chamada Ironia, também conhecida como "A arma de quem tem o coração frio"... A ironia é cruel, te tira a beleza interior, ou até mesmo não tira, mas apenas a tranca dentro de você, de forma que a chave fora jogada fora, e você nunca vai conseguir tirá-la de lá. Como recompensa, faz surgir uma beleza ousada, porém tímida, aquela beleza que você não deseja tê-la, mas precisa dela ás vezes, não sempre, só ás vezes, por momentos. Dói ser quem sou, só não dói tanto quanto sofrer, é melhor, confesso... Dói, mas talvez seja a dor mais confortável que já senti...
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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
Documentos, fotos e textos por Anna Luíza HS. Tecnologia do Blogger.

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