domingo, 20 de janeiro de 2013
Eu preciso escrever, ás vezes sinto falta do que eu sempre fui, e tenho vontade de me matar, ou pelo menos matar o que eu me tornei de uns tempos pra cá, eu tento voltar sabe, mas dói. É como se existissem duas vidas, a vida que eu tinha antes de sofrer (diga-se de passagem que foi a pior dor da minha existência) e a vida que eu tenho agora, tentando cobrir os rastros que esse sofrimento deixou. Há alguns anos, quando eu ainda vivia a minha primeira vida, li um livro (confesso que só algumas páginas) e parei na parte que dizia "Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida, ouvi um sábio dizer. Peguei a estrada menos usada, e isso fez toda a diferença cada noite e cada dia". Ontem voltei a lê-lo e percebi que agora ele faz mais sentido que antes, percebi que eu deveria mesmo ter parado naquela parte, foi uma das coisas mais certas que eu fiz na minha vida. Ás vezes se eu continuasse lendo-o, ele seria só mais um livro que eu li e não gostei; mas não. Com ele estou aprendendo a sentir falta das coisas, ou até mesmo saudades, ele me faz voltar a sentir, pelo menos... Sinto saudades da minha inocência, a que perdi quando escolhi o caminho errado da bifurcação; deixei mais coisas pra trás, uma delas foi a coragem, ou até mesmo a força de vontade, o carisma, a beleza (em partes) e deixei também uma criança, que eu tanto amo, uma parte perfeita de mim. SIM, crianças são perfeitas, e todos devem ter uma parte infantil dentro de si, faz bem... Dizem que o caminho mais curto e mais fácil é sempre o pior, e quando dizem, pode acreditar, não estão errados... Nele encontrei algo que não consigo ignorar, muito menos abandonar ou viver sem, se tornou meu oxigênio. Embora meu eu mais profundo acredite que é apenas um pretexto pra me esconder da dor, e fugir de alguns passados... Evito dizer-lhe o nome, porém uso como se não houvesse outro, é a chamada Ironia, também conhecida como "A arma de quem tem o coração frio"... A ironia é cruel, te tira a beleza interior, ou até mesmo não tira, mas apenas a tranca dentro de você, de forma que a chave fora jogada fora, e você nunca vai conseguir tirá-la de lá. Como recompensa, faz surgir uma beleza ousada, porém tímida, aquela beleza que você não deseja tê-la, mas precisa dela ás vezes, não sempre, só ás vezes, por momentos. Dói ser quem sou, só não dói tanto quanto sofrer, é melhor, confesso... Dói, mas talvez seja a dor mais confortável que já senti...

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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
Documentos, fotos e textos por Anna Luíza HS. Tecnologia do Blogger.

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