terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Hoje senti uma eterna dificuldade de me aceitar, ou de aceitar meus princípios, minhas chances, minhas opiniões... Ás vezes me sinto como se não pertencesse a esse lugar, como se minhas origens estivessem longe, como se eu tivesse que voltar. Mas diga-me, voltar pra onde? Ás vezes acho que preciso voltar pra um lugar que não sei onde fica, mas já estive, sinto uma forte saudade dele e uma vontade enorme de estar la, mas não sei onde é. Só sei de uma coisa, a ultima vez que estive la esqueci algo, deixei pra trás por querer, nada acidental, eu simplesmente enterrei algo que não queria ver mais, deixei uma caixa e dentro dela alguns pertences, algumas formas de mim... Uma carta, uma caneta, uma revista, um beijo de batom naquele papel com perfume, um esmalte, uma pedrinha rosa cuja moradia era um colar épico que não tirava do pescoço, o papel do bombom que ganhei com um beijo, um brinco e muitas outras coisas concretas e especiais. Sim, eram especiais, mas delas não sinto falta, pois fazem parte do passado. E passado nós devemos mesmo deixar pra trás, pra dar espaços ao viver o presente... Enfim, sinto falta do abstrato, da essência, dos sentimentos que enterrei junto com a caixa, inúmeros pensamentos, e algumas palavras, algumas lágrimas, um suspiro e talvez um "Eu te amo". E porque eu sinto falta disso? É o que me pergunto a todo momento, vejo que as coisas se tornaram mais difíceis depois que perdi tais bens preciosos. E sinto como se devesse voltar, pegá-los de volta; mas não sei onde, nem como, nem o caminho e nem em que momento do destino os abandonei... Ou então sinto que devo começar de novo, não de onde parei, mas começar tudo novamente, não dar continuidade, mas começar... Qualquer um merece uma segunda chance, e porque não dar uma aos meus sentimentos? Deveria deixá-los guiar-me, mas há um obstáculo, o medo, e ele me persegue. São vícios que eu não me curo, fugir do medo, correr atrás da sorte, procurar felicidade e pedir por ela, seguir instintos, descobrir verdades, perguntar sem querer saber, ser insensível, fria, mas carente. E estar á procura do desconhecido, ser fascinada por ele...
domingo, 20 de janeiro de 2013
Eu preciso escrever, ás vezes sinto falta do que eu sempre fui, e tenho vontade de me matar, ou pelo menos matar o que eu me tornei de uns tempos pra cá, eu tento voltar sabe, mas dói. É como se existissem duas vidas, a vida que eu tinha antes de sofrer (diga-se de passagem que foi a pior dor da minha existência) e a vida que eu tenho agora, tentando cobrir os rastros que esse sofrimento deixou. Há alguns anos, quando eu ainda vivia a minha primeira vida, li um livro (confesso que só algumas páginas) e parei na parte que dizia "Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida, ouvi um sábio dizer. Peguei a estrada menos usada, e isso fez toda a diferença cada noite e cada dia". Ontem voltei a lê-lo e percebi que agora ele faz mais sentido que antes, percebi que eu deveria mesmo ter parado naquela parte, foi uma das coisas mais certas que eu fiz na minha vida. Ás vezes se eu continuasse lendo-o, ele seria só mais um livro que eu li e não gostei; mas não. Com ele estou aprendendo a sentir falta das coisas, ou até mesmo saudades, ele me faz voltar a sentir, pelo menos... Sinto saudades da minha inocência, a que perdi quando escolhi o caminho errado da bifurcação; deixei mais coisas pra trás, uma delas foi a coragem, ou até mesmo a força de vontade, o carisma, a beleza (em partes) e deixei também uma criança, que eu tanto amo, uma parte perfeita de mim. SIM, crianças são perfeitas, e todos devem ter uma parte infantil dentro de si, faz bem... Dizem que o caminho mais curto e mais fácil é sempre o pior, e quando dizem, pode acreditar, não estão errados... Nele encontrei algo que não consigo ignorar, muito menos abandonar ou viver sem, se tornou meu oxigênio. Embora meu eu mais profundo acredite que é apenas um pretexto pra me esconder da dor, e fugir de alguns passados... Evito dizer-lhe o nome, porém uso como se não houvesse outro, é a chamada Ironia, também conhecida como "A arma de quem tem o coração frio"... A ironia é cruel, te tira a beleza interior, ou até mesmo não tira, mas apenas a tranca dentro de você, de forma que a chave fora jogada fora, e você nunca vai conseguir tirá-la de lá. Como recompensa, faz surgir uma beleza ousada, porém tímida, aquela beleza que você não deseja tê-la, mas precisa dela ás vezes, não sempre, só ás vezes, por momentos. Dói ser quem sou, só não dói tanto quanto sofrer, é melhor, confesso... Dói, mas talvez seja a dor mais confortável que já senti...
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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
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