sexta-feira, 22 de março de 2013
00:00, sábado, dia 23 de Março de 2013. E você já deve sabe que esse número me persegue, pois é, passei praticamente a vida inteira fugindo dele, mas houve uma época em que eu cedi á esses encantos sedutores do número 23. E confesso que foi a época em que mais me entendi e mais entendi o auto-controle. E por falar em auto-controle estou tendo alguns probleminhas comigo mesma, semana passada, não dormi direito, consegui passar um final de semana inteiro sem "pregar os olhos" e não foi a primeira vez, e pra ser sincera, lutei comigo mesma durante intermináveis 62 horas. E brigar com você mesma dói sabia? É, machuca bastante, pois independente de qual lado vai perder, você SEMPRE vai se machucar, é a chamada "crise existencial". Você questiona sua existência a todo segundo que passa existindo, o que não é muito aceitável, e com uma psicóloga em casa eu corria sérios riscos de ser internada como louca, mas quer saber, NÃO É LOUCURA, é apenas seu eu mais profundo tentando se manifestar... Não ta entendendo né? Tudo bem, eu explico mais detalhado, embora minha explicações sejam apenas singulares. Há dois anos atrás eu matei alguém, era uma menina de 16 anos, linda, meiga, fofa, carinhosa, inteligente, amável; mas também tinha seus defeitos, e um deles foi o que me motivou a matá-la, ela era insegura; e isso me matava aos poucos, ela sofria com essa insegurança e vê-la sofrendo acabava comigo, então a matei. FRIAMENTE EU A MATEI, não aguentava ver uma menina tão doce sofrendo tanto, e me livrei de tudo que pertencia a ela, de todas as lembranças e sentimentos. E você deve estar se perguntando o que toda essa introdução tem a ver com a história, enfim, 23 era o número preferido dela, e todos esses meses, em todos os dias 23 ela volta, me assombra, e me faz sofrer por tê-la matado. Um dos sentimentos que fiz questão de me livrar, foi o amor, que no caso era o preferido dela, e não me permitir senti-lo. Até que me apaixonei, dia 23 de Fevereiro de 2013 eu me apaixonei, e desde então venho tendo essa crise existencial ridícula com "meu outro eu", que acreditava ter matado á dois anos atrás. Mas na medida que o tempo foi passando, eu fui sofrendo mais e mais, e descobri que estava sozinha, tinha matado a única parte que me entendia. Passei inúmeros dias tentando me entender, até que essa linda menina me perdoou, e voltou a viver em mim, me ensinando muitas coisas que eu não lembrava mais. Me ensinou como é importante não ser egoísta, e como é fundamental se permitir sentir. E é isso, hoje, dia 23, eu prometo que vou me permitir sentir, vai ser diferente, pois quanto mais eu lutei pra não sentir, mais isso me machucou. E não quero mais me machucar, nem machucar ninguém, prometo ser sincera, começando por uma pessoa que me ajudou bastante a descobrir que sou eu de verdade... Porque você pode procurar pelo amor o mundo inteiro e nunca vai achá-lo, ele está dentro de você, só tem que saber onde o escondeu. E embora eu sempre achei o contrário, mas o amor é um dom, e você já nasce com ele, só tem que saber usá-lo. Dizem que ficamos vulneráveis quando amamos, e eu nunca acreditei nisso, até agora.
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Mineira, 20 anos, escritora desde os 12, inconstante, imprevisível, cruzeirense apaixonada, esquecida e abandonada pelo amor, e talvez, cheia de sonhos. Como dizia o grande Renato Russo: "Nunca deixe que lhe digam que não vale á pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."
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